Guilherme Alves Costa
Quebra de sigilo
A Justiça já autorizou a quebra de sigilo dos dados do celular de Guilherme para entender se ele agiu sozinho, e o que conversava com a vítima. Os advogados de defesa aguardam as informações do celular e também o laudo psiquiátrico, mas acreditam que o jovem sofra de algum tipo de transtorno.
Em um livro escrito pelo rapaz, ele diz que fazia parte de um grupo "sem nenhuma relação pessoal, é tudo virtualmente através de um canal na deep web". Os advogados de Guilherme dizem que o jovem nega participar de qualquer seita ou que tenha orientações de algum líder ou grupo.
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Guilherme também teria dito aos advogados que "não sabia o que estava fazendo, estava fora de si", que não pensou nas consequências do ato e que Ingrid teria problemas de depressão.
Réu
O Ministério Público denunciou Guilherme por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e crueldade. A Justiça aceitou e autorizou a quebra de sigilo. Se condenado, a pena pode chegar a 30 anos de prisão.
Desequilíbrio
Para o psiquiatra Isaac Efraim, o comportamento e as ações de Guilherme não deixam dúvidas quanto a um profundo desequilíbrio psicológico. “Ele tem cismas na relação dele com o mundo, onde ele se sente diminuído, humilhado, e a agressivade vem como uma forma de compensação a essa humilhação que ele sente que passa. Não é real. Faz parte do quadro de loucura dele”, avalia Efraim.
O promotor pediu um exame de insanidade mental. O resultado pode determinar a extensão da pena, caso ele seja condenado.
“A única hipótese para que ele não seja apenado será a existência de alguma doença mental como esquizofrenia, algum transtorno, e assim por diante”, afirma o psiquiatra forense Guido Palomba. “Esses indivíduos, quando cometem delitos dessa natureza, e são novos como ele é - 18, 19 anos de idade -, é muito difícil recuperá-los para voltar à sociedade. Normalmente, eles precisam ficar longe da sociedade, e por quanto tempo viver. Quando eles voltam, eles não tardam em recomeçar a atividade criminosa.”